Você associa o termo “inteligência artificial” aos filmes hollywoodianos ou aos livros de ficção científica? Pois saiba que a IA engloba alguns recursos já presentes em nosso cotidiano, mesmo que não estejamos cientes. O emprego da inteligência artificial na educação, por exemplo, potencializa a aprendizagem e auxilia milhares de alunos nacional e internacionalmente.

Quer entender quais são os benefícios que a IA pode trazer para a educação e como ela pode auxiliar a prática didática em sua escola? Então continue a leitura e se surpreenda, pois esse é o assunto que vamos debater aqui! 

A inteligência artificial e sua presença em nosso cotidiano  

Hoje, mesmo sem perceber, lidamos com plataformas e softwares cujas funções são programadas e mantidas por meio da inteligência artificial. Acha que não?

Pois saiba que suas interações nas redes sociais, os conteúdos aos quais você têm acesso e até os anúncios que aparecem em sua tela são definidos por meio de algoritmos. Esses algoritmos reconhecem seu histórico de acessos e buscas e, a partir dele, identificam suas preferências. Isso é IA.  

Para esclarecer: algoritmos são instruções ou regras aplicadas a um conjunto de ações. Por exemplo, quando você faz uma busca no Google, os resultados são apresentados segundo uma hierarquia de relevância. Geralmente, você clica nos primeiros resultados da lista e nem se preocupa em ver o resto. Essa hierarquização também é IA.

Esqueça, portanto, aquela ideia de que inteligência artificial está associada a robôs ou computadores supersofisticados. Em sua forma mais simples, ela compreende comandos e operações capazes de nos auxiliar em tarefas específicas de forma automatizada.

A inteligência artificial na educação

Você já deve ter percebido o quanto a tecnologia está modificando a dinâmica em sala de aula e até a forma com que os alunos aprendem e interagem uns com os outros. Hoje, é comum que crianças e jovens carreguem seus tablets e smartphones consigo e acessem a internet de qualquer lugar com um mero clique.

Isso é uma tendência a nível global: empregamos cada vez mais desses dispositivos para nos manter conectados. E a inteligência artificial está inclusa nesse pacote evolutivo!

Para um aluno, por exemplo, é possível se preparar para o Enem com a ajuda de aplicativos especializados em simulados e bancos de questões. Tudo que ele precisa fazer é baixar o recurso e praticar a qualquer momento, medindo seu progresso e identificando o que precisa ser revisado.  

Há ainda plataformas que adotam a dinâmica dos games para otimizar o aprendizado. Nelas, o estudante tem acesso aos exercícios relativos a um conteúdo X, avançando conforme seu nível de entendimento. Quando ele esbarra em dificuldades, é auxiliado; quando avança, é premiado.

Entenda que essa lógica parte do pressuposto de que seres humanos são competitivos por natureza, e que, portanto, sentem-se estimulados ao enfrentarem desafios.

O armazenamento e análise de informações estatísticas

As plataformas e aplicativos que mencionamos no item anterior se utilizam da IA para identificar se a aprendizagem do aluno está sendo efetiva. Quando empregadas pela própria escola, elas podem gerar feedbacks sobre essa aprendizagem.

Estamos falando de ferramentas capazes de aferir o desempenho de cada estudante e transformar essa avaliação em dados estatísticos precisos e métricas inteligíveis. Tais informações, é claro, podem auxiliar os professores em sua prática. Mas como isso funciona, exatamente?

Em termos gerais, é assim: todos os dados registrados cada vez que um aluno faz login na plataforma são convertidos em gráficos e relatórios. Ao educador, basta acessar essas informações para averiguar se sua turma aprendeu determinado conceito ou se é necessário revisar o conteúdo com uma nova abordagem.  

O papel dos educadores  

Nesse cenário de utilização de IA pela escola, o professor continua desempenhando seu papel de mediador do conhecimento. A inteligência artificial não o substitui, apenas fornece subsídios para otimizar sua prática.

Tenha em mente que a interação humana e a construção de conhecimento continuam sendo o foco da escola. No entanto, com o auxílio das novas tecnologias, essa construção assume um caráter mais prático e menos teórico, sendo mais personalizado e adaptado ao ritmo de cada estudante.

Em uma sala com 25 alunos, por exemplo, é impossível para o professor monitorar o desempenho de todos. Assim, a aprendizagem da turma quase sempre fica aquém do que poderia ser.

Se pararmos para pensar, é fácil entender o porquê: cada ser humano absorve a matéria de forma distinta. Crianças e jovens têm preferências, dificuldades, habilidades naturais e barreiras pessoais únicas. Uma educação padronizada nunca dará conta de homogeneizar essa bagagem e garantir o mesmo aprendizado para todos.

Nesse sentido, as novas tecnologias possibilitam uma aprendizagem adaptada à realidade e às condições de cada estudante, e, portanto, mais significativa e eficaz.

Um exemplo de educação personalizada

No Reino Unido, muitos jovens possuíam enormes dificuldades para entender os números e as operações matemáticas. Eles performavam mal nos testes e pioravam a cada semestre. Para complicar o quadro, havia um número insuficiente de professores dessa disciplina na rede de ensino.

Um estudo feito pela University College of London (UCL) revelou que adultos com baixo domínio de conceitos matemáticos básicos tinham mais chances de permanecer desempregados, o que, por sua vez, acabava afetando a economia.

Assim, a partir de uma parceria com a organização Third Space Learning, surgiu o The Math Project. Por meio dele, professores recém-graduados foram selecionados e contratados para fazerem tutorias e intervenções nas escolas de todo o país. 

O programa também conta com o monitoramento automatizado do desempenho dos estudantes que recebem as tutorias. Com essa iniciativa, espera-se elevar o conhecimento lógico-matemático da população a longo prazo. 

A evolução do ensino

Como você pôde perceber, a inteligência artificial faz parte do pacote de novas tecnologias que está sendo implementado em todos os setores da sociedade, inclusive na educação.

Esses novos recursos tem o potencial de auxiliar os professores em sua prática didática, monitorando o desempenho dos estudantes e gerando relatórios precisos sobre ele. Essa fusão da inteligência orgânica com a artificial pode garantir uma aprendizagem mais completa e significativa a um número crescente de alunos. 

A utilização da inteligência artificial na educação não é futuro, mas sim presente, uma vez que seus benefícios já foram constatados em instituições de ensino no Brasil e ao redor do globo.

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